ETFs no Brasil: o caminho para R$ 1 trilhão já começou

Por Matheus Burba e Bruno Stein

O mercado de ETFs no Brasil pode evoluir de forma exponencial nos próximos anos, com possibilidade de multiplicar por cerca de 10 vezes o atual patrimônio sob gestão — saindo de pouco mais de R$ 100 bilhões para a casa de R$ 1 trilhão nas próximas fases de desenvolvimento do setor. A classe ainda está longe de atingir sua maturidade — e isso é exatamente o que o torna tão interessante.

Nos últimos anos, essa indústria deixou de ser um nicho e passou a ocupar cada vez mais espaço nas carteiras dos investidores. Mais do que uma tendência, estamos vendo uma mudança estrutural na forma de investir.

Um mercado que já está crescendo

Os números deixam claro que esse movimento já começou.

O patrimônio em ETFs no Brasil praticamente dobrou recentemente, saindo de cerca de R$ 50 bilhões para mais de R$ 90 bilhões em pouco mais de um ano. Ao mesmo tempo, o número de investidores segue em expansão, já ultrapassando a marca de centenas de milhares e se aproximando de 1 milhão de pessoas.

Ainda assim, a penetração dos ETFs no Brasil continua muito baixa — menos de 1% da indústria de fundos, contra cerca de 35% nos Estados Unidos.

Ou seja: o crescimento não só é relevante — ele ainda está no começo.

 

Por que os ETFs estão ganhando espaço?

O avanço dos ETFs não acontece por acaso. Ele acompanha uma mudança clara no comportamento do investidor brasileiro.

Hoje, o investidor busca:

  • Mais clareza sobre onde está investindo
  • Diversificação real
  • Custos mais baixos
  • Estratégias mais simples e consistentes

Os ETFs entregam exatamente isso.

Ao investir em um único ativo, é possível acessar dezenas ou até centenas de ativos ao mesmo tempo, o que gera diversificação imediata e reduz riscos de concentração. Além disso, a estrutura passiva tende a ser mais barata, já que exige menos gestão ativa e menos movimentação de carteira.

 

“O crescimento dos ETFs no Brasil é menos sobre produto e mais sobre comportamento. O investidor está mais consciente, mais exigente e mais orientado a longo prazo. Nesse contexto, soluções simples, eficientes e diversificadas naturalmente ganham espaço. Os ETFs são uma consequência direta dessa evolução.” – Matheus Burba, Head de Alocação da Nortus Investimentos.

 

Eficiência de custos (e por que isso importa tanto)

Custos são um dos fatores mais subestimados — e mais relevantes — no resultado de longo prazo.

Os ETFs se destacam justamente por sua eficiência:

  • Taxas de administração mais baixas
  • Menor giro de carteira
  • Estrutura mais simples
  • Potencial de eficiência tributária

Enquanto fundos ativos podem cobrar taxas significativamente mais altas, muitos ETFs operam com custos reduzidos, o que impacta diretamente o retorno líquido do investidor ao longo do tempo.

Pequenas diferenças de custo, quando acumuladas por anos, fazem uma grande diferença.

Como é o caso do POSB11, novo ETF de renda fixa da Galapagos Capital que busca replicar o índice Teva ITBR Tesouro Selic IPCA+, combinando cerca de 91% em títulos do Tesouro Selic e aproximadamente 9% em títulos IPCA+ de longo prazo, garantindo assim a tributação de IR fixa em 15% e isenção do mecanismo de “come-cotas”, com liquidez em D+1 e taxa de administração, que já mais baixa que a média de mercado, será zerada até Dezembro/2026.

 

“O POSB11 é um exemplo claro de como ETFs podem tornar a renda fixa mais eficiente para o investidor. Enquanto um CDB resgatado antes de seis meses sofre IR de 22,5%, o POSB11 aplica uma alíquota fixa de 15% apenas no momento da venda, sem ‘come-cotas’. Isso permite que o investidor mantenha o capital investido por mais tempo, aproveitando melhor os juros compostos” – Bruno Stein, Diretor Executivo da Galapagos

 

 

O papel dos ETFs na carteira

O crescimento dos ETFs não significa substituir todas as outras estratégias — mas sim melhorar a forma de construir portfólios.

Cada vez mais, eles são utilizados como:

  • Núcleo da carteira (core)
  • Base de diversificação
  • Ferramenta de redução de custos
  • Instrumento para ajustes rápidos

A gestão ativa continua relevante, mas passa a ter um papel mais específico e complementar.

 

Uma mudança que está só começando

O mercado de ETFs no Brasil está evoluindo rapidamente, impulsionado por mais acesso, mais informação e maior consciência sobre custos.

Esse movimento não depende de momento de mercado.

Ele é sustentado por fundamentos sólidos:

  • Diversificação
  • Eficiência
  • Transparência
  • Simplicidade

Por isso, mais do que uma tendência, os ETFs representam uma mudança estrutural na forma de investir.

E, como toda mudança estrutural, ela começa devagar — até que se torna inevitável.

 

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